Diario di bordo
Um iate não é um quarto de hotel
Quem chega à Avenida Marginal 218 não encontra recepção, cartão magnético nem número de quarto. Rita confirma a hora de embarque por escrito, ou Nuno aponta o posto no cais. Isto é um fretamento de cascos, não uma cadeia. Quem procura «suite 12» está melhor num hotel da Baía ou em Estoril.
Abrimos em 2019, depois de o posto ficar vazio uma temporada. O Atlântico pede um casco que se freta por horas, não um quarto para duas noites. Um segundo escritório não temos. A pasta atrás da porta da Marginal tem três tipos: dayboat, cabinado e motora.
Um hotel mede ocupação por cama. Nós medimos se o casco está livre e se o contrato de fretamento já está escrito. Dayboat € 420, cabinado € 680, motora € 980 por quatro horas. A soma no cais é estimativa até ao papel estar assinado. Combustível, skipper extra e noitada fora da marina não entram nesse campo.
A carta de maré, o seguro da embarcação e a pergunta sobre o número de pessoas vêm antes do embarque, não como surpresa no posto. NIPC 516 847 220, CRC Cascais, capital € 50.000, gerente Tomás Vale. Transferência depois da confirmação. Sem factura a terceiro sem mandato.
Quem procura recepção até à meia-noite não a encontra aqui. Embarque só após confirmação, segunda a sexta das 9.00 às 18.00, sábado das 10.00 às 13.00. Ao domingo não atendemos o telemóvel; um correio da noite lê-se na segunda. Ligue +351 214 845 220 num dia útil se duvidar se este cais lhe serve.
Outros textos do caderno tratam dos três cascos, da maré que não é relógio, e do que o contrato de fretamento diz sem folclore. Um caderno não é oferta. Quem quer um casco nomeia o posto e as horas no correio da reserva, não num comentário debaixo do texto.